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Morador que fotografou 'nuvem cogumelo' em explosão na Zona Leste de SP relata momentos de pânico ao ver cena: 'Parecia atentado'

Morador que fotografou 'nuvem cogumelo' em explosão na Zona Leste de SP relata momentos de pânico ao ver cena: 'Parecia atentado'

Um morador do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, registrou a imagem de uma “nuvem em forma de cogumelo” durante a explosão de um galpão com fogos de artifício. O episódio, que deixou mortos e feridos, foi descrito por ele como um momento de pânico coletivo: “Parecia um atentado”.

 

A explosão e a nuvem de fumaça

Na noite de quinta-feira, 13 de novembro de 2025, uma forte explosão seguida de incêndio atingiu um galpão localizado na esquina da Avenida Celso Garcia com a Avenida Salim Farah Maluf, no bairro do Tatuapé. O impacto foi tão intenso que moradores de prédios vizinhos sentiram o chão tremer e viram objetos caindo dentro de suas casas.

Do 18º andar de um edifício próximo, o empresário Fábio Rubemar conseguiu fotografar o instante em que a fumaça se elevou em forma de cogumelo, lembrando imagens de explosões nucleares. “Foi do nada. O pessoal se assustou e tremeu tudo em casa. As coisas saíram do lugar e até o pó de gesso caiu. Parecia um atentado”, relatou.

 

Vítimas e danos

Segundo o Corpo de Bombeiros, a explosão ocorreu em um galpão que armazenava fogos de artifício. Uma pessoa morreu — possivelmente o proprietário do imóvel — e ao menos dez ficaram feridas, algumas em estado grave.

O impacto destruiu veículos estacionados, estilhaçou vidros de prédios vizinhos e provocou queda de energia em parte da região. Estruturas metálicas chegaram a ceder, atingindo carros próximos.

 

Pânico e correria

Moradores relataram momentos de desespero. Muitos pensaram inicialmente em um atentado terrorista, dada a intensidade da explosão e a nuvem de fumaça que se formou. Pessoas correram pelas ruas tentando se afastar do local, enquanto sirenes ecoavam e o fogo consumia o galpão.

“Minha sogra ligou na hora para minha esposa e chorou imaginando que tinham muitas vítimas”, contou Rubemar.

 

Investigação

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar se o galpão mantinha fogos de artifício de forma clandestina. A principal suspeita é que o armazenamento irregular tenha contribuído para a tragédia. O local foi isolado e equipes de perícia trabalham para identificar as causas exatas da explosão.

 

Reflexões

O episódio expõe novamente os riscos do armazenamento inadequado de materiais explosivos em áreas urbanas densamente povoadas. Além das perdas humanas e materiais, o trauma vivido pelos moradores reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e políticas públicas voltadas à prevenção de acidentes.

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